sábado, 7 de janeiro de 2017

"ATRÁS DE UM GRANDE HOMEM SEMPRE EXISTE UMA GRANDE MULHER" - CANSADA. UFA!

       



Sempre questionei e jamais aceitei (não por razões feministas) a expressão que por milênios foi  cantada e decantada sempre que um homem, casado ou unido a uma mulher, alcançasse um patamar de conquistas e realizações: “Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”. 
Partindo do momento da criação citada no livro Sagrado, mesmo que para muitos não passe de uma lenda ou mitologia para descrever a criação da raça humana, encontramos um Deus, nada machista, que, tirou uma da costela de Adão para construir aquela que, seria sua companheira e que viveria  lado a lado  de braços dados em completa sintonia.  “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Em Hebraico " ajudadora" significa auxiliar, socorrer, cercar, envolver, proteger, defender. - Companheirismo que deveria ser relacionamento,  complemento necessário.) 
Se Eva atendeu ao apelo da serpente, faltou a Adão obediência ao Criador e força para não ceder a tentação de comer o fruto da árvore proibida, logo, Adão foi o maior culpado, pois, segundo as Escrituras seria Adão, o “cabeça da família”.
Bem voltemos à expressão e faço questão de repeti-la: “Atrás de um grande homem sempre existe uma grande mulher”. 
Ora, quem vem atrás, não vislumbra horizontes não vê o sol dos acontecimentos e nem poderá  jamais detectar os perigos e as armadilhas montadas a quilômetro de distância.
Quem vem atrás não caminha de braços dados, não divide opiniões, não se relaciona podendo ao menor descuido cair junto ou empurrar o companheiro para o abismo.
Uma mãe segura às mãos de seus filhos pequeninos para que eles não tropecem nem caiam  ralando-se no chão.  Segura as pequeninas mãos para atravessar o mais raso dos córregos e livrá-los dos botes das serpentes e dos espinhos que estão por toda a estrada e os instrui, olhos nos olhos, frente a frente na longa caminhada que eles trilharão nesta vida.
Quem vem atrás é cão submisso que come migalhas e agradece balançando a calda.
Mulheres verdadeiras são aquelas que permanecem lado a lado, fortalecendo, incentivando e atentas às decisões dos seus companheiros, observando todas as propostas e conselhos que lhes sejam dado. E, ainda que permaneçam anônimas não se ensoberbecem não se sentem por trás dos bastidores, das cortinas ou atrás das coxias.
Alegram-se bebendo na mesma taça o vinho que brinda cada vitória alcançada. 
Uma mulher que não está lado a lado não vislumbra e compartilha a beleza do mesmo sol. A mulher que vem atrás será sempre uma mulher triste e cansada de empurrar aquele que não lhe dedica o menor valor e jamais agradece todo o carinho e toda a dedicação.
Estamos no momento vivenciando no nosso país, para desapontamento e tristeza de todas nós, mulheres que, jamais estiveram lado a lado, de seus companheiros, mas, mantinham-se na retaguarda, empurrando-os para o abismo no momento em que foram coerentes e cúmplices das falcatruas, levadas pela ganância do poder, pela vaidade ou pela ostentação. Muitas se ornaram de joias valiosíssimas e ajudaram a esconder através de laranjas ou de contas bancárias as altas somas subtraídas de verbas destinadas à educação, hospitais, moradias, emprego, minifúndios, lazer e todos os direitos versados nas linhas sagradas da Constituição.
Casais que assim se comportam, não caminham juntos, ainda que se se apoiem mutuamente.  Nenhum deles vem a frente mas, ambos,  permanecem atrás revestidos pela  mesma penumbra cinzenta do enriquecimento ilícito, indiferentes a dor que possam causar a todos que tiveram seus direitos de cidadãos subtraídos e desviados. 
“A mulher atual tem plena consciência que não caminha nem atrás, nem na frente do companheiro. Os dois caminham juntos!” 
Em pleno século repleto de conquistas e direitos iguais já é tempo de mudarmos este jargão tão depreciativo para: 
“Ao lado de um grande homem existe sempre uma grande mulhe.r”
Deixo transcrito aqui um dos mais belos poemas encontrado no livro de Provérbios 31:10-31 enaltecendo a mulher derrubando assim, um mito que por milênios  deixou, aos não leitores da Bíblia, a impressão de que a mulher fora sempre uma serviçal do homem, apagada e submissa:
Após lerem este poema acredito, que ninguém mais, nem a própria mulher aceitará a figura da “Grande mulher”, à sombra do “grande homem”, mas sim, caminhando lado a lado: 
“Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor em muito ultrapassa os das mais finas joias!
O seu marido tem plena confiança nela, e a miséria jamais chegará à sua casa.
 Essa esposa exemplar faz ao seu marido sempre o bem e nunca o mal.
Escolhe a lã e o linho e com alegria trabalha com as próprias mãos.
Como os navios mercantes, ela traz de longe as provisões para seu lar.
Antes do romper da aurora, ela se levanta a fim de preparar a comida para todos os de casa e dar ordens às suas colaboradoras.
Ela sabe avaliar a conveniência de um campo agricultável e o compra com o seu salário; planta nessas terras sua própria vinha.
Dedica-se com prazer a seu trabalho; seus braços são fortes e vigorosos.
Administra com sabedoria, e seus negócios produzem lucros; mesmo tarde da noite sua lâmpada não se apaga.
Com talento e delicadeza prepara os fios de lã e de linho para tecer as roupas da família.
Coopera com os pobres e necessitados.
Quando chega o inverno rigoroso, ela não se preocupa, pois todos em sua casa têm agasalhos para vestir.
Tece cobertas para sua cama e tem condições para se vestir de linho e púrpura.
Nas assembleias à porta da cidade, onde seu marido toma assento entre as autoridades de sua terra, ele é respeitado.
Ela produz roupas de linho e as vende, fornece também cintos de couro aos comerciantes.
Sua melhor roupa consiste de força e dignidade; é otimista em relação ao futuro!
Abre a boca com sabedoria, e sua língua sabe ensinar com bondade e paciência.
Acompanha seus servos e cuida dos negócios de sua casa sem dar lugar à preguiça.
Seus filhos fazem questão de elogiá-la e seu marido proclama suas virtudes:
“Muitas mulheres são notáveis, tu, porém, a todas sobrepujas!”
A beleza é uma ilusão, e a formosura é passageira; contudo, a mulher que teme ao SENHOR, essa será honrada!
Seja essa mulher virtuosa recompensada por seus merecimentos, e suas boas obras, proclamadas à p
orta da cidade!”
Rio, 07 de janeiro de 2017 Jailda Galvão Aires

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

DIA DA ADVOGADA


Parabéns a todos os advogados e advogadas do Brasil!
A princípio fiquei a questionar porque um dia dedicado ao advogado (11 de agosto) e outro dedicado à advogada (15 de dezembro). 

Seria  justo se nós, mulheres, lutamos por igualdade social, por direitos iguais?! 

Tive então a curiosidade de pesquisar e encontrei na figura de uma mulher um grande tesouro que não divide que não separa mas que justifica, enaltece e enobrece o mundo jurídico acrescentando - o” Dia da Mulher Operadora do Direito”. Este tesouro tem um nome: Myrthes Gomes de Campos, a primeira mulher advogada do Brasil.
Myrthes, nasceu em Macaé no Rio de Janeiro, no ano de 1875. Ainda criança mostrava interesse pelas leis, opondo-se a tudo que fugisse ao caminho da justiça.

Posso imaginar vê-la, ainda menina, pondo-se a defender  seus colegas, amigos e todas as pessoas que sofressem qualquer injustiça. Myrthes viveu numa época em que a maioria das mulheres era proibida de estudar, trabalhar fora do lar e muito menos escolher uma profissão que só era permitida aos homens.  A mulher aprendia prendas do lar restando-lhe a escolher poucas profissões como  enfermagem ou professora. A coragem de Mhyrtes a levou, ainda cedo, a residir no Rio de Janeiro vindo a ingressar na Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais. Bacharelou-se em 1898, mas, somente em 1906 teve seu diploma legitimado, passando em seguida a fazer parte do Instituto dos Advogados do Brasil.

Foi a primeira mulher a atuar como defensora no Tribunal do Júri. Em seu primeiro pronunciamento, Myrthes fez questão de defender, ressaltar e mostrando a importância da mulher em todas as instituições judiciais. Deixo aqui parte do seu discurso de defesa:

[...] Tudo nos faltará: talento, eloquência, e até erudição, mas nunca o sentimento de justiça; por isso, é de esperar que a intervenção da mulher no foro seja benéfica e moralizadora, em vez de prejudicial como pensam os portadores de antigos preconceitos.(O País, Rio de Janeiro, p. 2, 30 set. 1899)

Durante 20 anos atuou na Jurisprudência do Tribunal de Apelação do Distrito Federal. (1926 até 1946)

Foi colunista do Jornal do Comércio publicando também artigos jurídicos na Revista do Conselho Nacional do Trabalho, na Folha do Dia e na Época.

Seus artigos foram um marco no campo da jurisprudência em prol da liberdade feminina através do voto feminino e a emancipação jurídica da mulher.

Deixo mais uma curiosidade no pouco que pesquisei: “ Foram necessários 55 anos desde a estreia de Myrthes no mundo jurídico para que outra juíza tomasse posse no Brasil. O fato ocorreu somente em 1954 com a magistrada Thereza Grisólia Tang de Santa Catarina. Outros 46 anos se passaram até que uma mulher, Ellen Gracie, fosse admitida no STF.” E hoje, com orgulho, incluímos a então Ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Por isso posso agora, como um arauto, bradar em bom tom, pulmões abertos e peito estufado: Parabéns a todas as advogadas do Brasil!
Rio, 15 de dezembro de 2016.
Jailda Galvão Aires

sexta-feira, 10 de junho de 2016

SODOMA, GOMORRA E O BRASIL



A folha de São Paulo, no último dia 25 de maio, divulgou uma conversa entre o ex-presidente  da Transpetro, Sérgio Machado e o Senador Renan Calheiros. Os dois procuravam uma saída que pudesse barrar a citada “operação” porque se a mesma fosse levada a fundo “não havia escapatória  para Sr. ninguém”.

Machado reafirmou: - “não escapa ninguém de nenhum partido”. “Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito”.
Sugere então ao Senador Calheiros “passar uma borracha no Brasil.”
O senador teve a “brilhante ideia” que poderia ser a tábua de salvação:
- “Antes de passar a borracha precisa fazer três coisas”:
Primeiro: - “Nenhum preso poderá fazer delação premiada porque esta atitude regulamenta a delação.” 
A segunda seria negociar com membros do STF a “transição” da presidente afastada Dilma Rousseff.”
A terceira... Esta ficou inaudível e se perdeu entre outras sugestões que pudessem encobrir toda a podridão que o Brasil inteiro está calejado de saber.
O diálogo foi recheado de palavras torpes como: medo, negociações, propinas, plano de fugas, compra de sigilo e etc.
Esse texto me fez lembrar uma passagem muito conhecida do Velho Testamento quando Deus, indignado com o desvio moral e ético das cidades de Sodoma e Gomorra, resolveu bani-las da face da Terra.
As negociações com Deus são sempre unilaterais. Deus não negocia. Deus decide.
Mas, como Deus amava muito Abraão, tentou ouvir as súplicas daquele que seria, segundo a aliança divina, - “O pai de muitas nações.”
Vejamos o diálogo:
Abraão pergunta a Deus: "Exterminarás o justo com o ímpio?”
Abraão conhecia Deus e sabia de Sua Justiça, por isso continuou perguntando:
- “Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela?”
Abraão quebra o longo silêncio e insiste:
-Não faria justiça o Juiz de toda a terra?
Deus respondeu:
- “Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, por amor a eles a pouparei.”
Abraão conhecia muito bem os moradores da cidade e sem tanta certeza, tornou a perguntar:
- “Se porventura de cinquenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade?”.
Deus respondeu que se houvesse ali, quarenta e cinco justos Ele não destruiria a cidade.
O diálogo se alongou e Abraão tentava, a todo custo, interceder pelos moradores de Sodoma. A incredulidade a respeito dos justos foi lhe enfraquecendo a voz e, Abraão foi baixando de cinquenta para quarenta e cinco, depois para quarenta, para trinta, até chegar a dez justos.
Mais uma vez recorre à misericórdia de Deus:
... - “E se apenas dez forem encontrados?"
E Deus assegurou: "Por amor aos dez não a destruirei".
Infelizmente, em Sodoma, não havia dez justos.
Havia ali apenas um homem justo por nome Ló, sua mulher e duas filhas. Dois anjos, a mando de Deus, conduziram a família de Ló, composta por 4 (quatro) membros à cidade de Zoar.
A orientação divina foi dada para que ninguém voltasse o olhar a fim de ver a destruição das cidades, mas, a esposa de Ló, não vencendo a curiosidade “feminina”, voltou-se e imediatamente foi petrificada numa estátua de sal.
(Olhar o passado pode nos deixar paralisados). Pensemos nisso.
Após as narrativas, onde fica a conexão entre as cidades destruídas e a cidade Brasileira erguida no Planalto Central?!
Em Sodoma havia um justo que fora salvo e as suas duas filhas. Somavam apenas 3 (três) pessoas.
Na contagem feita pelo Senador Calheiros e Sérgio Machado não escaparia ninguém de nenhum partido...
E do Congresso, se escapasse cinco ou seis, seria muito.
Após breve analogia fico a me perguntar:
Se a ira de Deus caísse sobre o Brasil quem sobraria? Não vou apontar Brasília como único alvo porque a Capital é o centro que reúne os representantes de todos os estados e capitais do país.
Voltando a narração bíblica é importante ressaltar que ao contrário dos que muitos pensam e apregoam a respeito da cidade de Sodoma narrada em Gênesis, primeiro livro do Velho Testamento, não foi somente a depravação sexual que irou a Deus, mas, a conduta ética e política dos seus dirigentes e abastados moradores.
Vejamos o que nos diz Ezequiel 16:49-50:
“Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado. E se ensoberbeceram, e fizeram abominações diante de mim; portanto, vendo eu isto as tirei dali."
O nosso gigante Brasil precisa urgentemente ser passado a limpo, reescrito por mãos honestas, dotadas de vontade e desejo de ver todos os seus filhos colhendo os dourados frutos do progresso.
Os crimes da bandidagem e da corrupção jamais serão esquecidos e escondidos como desejam, os mercadores poderosos, que tentam a todo custo passar uma borracha apagando a podridão. Podridão não se apaga porque cheira mal, abetuma e deixa marcas para sempre. É uma mancha que se estende muita além das nossas fronteiras.
Não espero que Deus envie fogo e enxofre do céu para destruir as nossas cidades ou a Grande Cidade mesmo porque não será necessário que desça a ira divina.
A ganância dos poderosos, em todos os setores, há muito, vem escravizando e se apossando do suor dos que trabalham.
Há muito veem queimando a esperança dos jovens e roubando os idosos que pagaram seus impostos e recebem em troca - migalhas de uma aposentadoria vergonhosa!
O próprio homem ceifa vidas quando deixa seus irmãos morrerem de frio e fome.
Mata nos corredores dos hospitais sem leitos, sem atendimentos e sem medicamentos.
Mata quando procrastinam o pagamento dos seus trabalhadores. Mata a fé das nossas crianças e dos nossos jovens quando não constroem escolas e não as abastecem de livros.
Mata quando paga mal aos professores, aos bombeiros e a todos aqueles que são assassinados diariamente tentando salvar vidas.
Como disse filósofo inglês Thomas Hobbes “O homem é o lobo do homem.”
Eu reafirmo: O homem é o carrasco do próprio homem.
Jailda Galvão Aires.
Rio, 09 de julho de 2016.
Apenas uma observação: "O arqueólogo bíblico, Ron Wyatt descobriu as ruínas de Sodoma e Gomorra no sudeste do Mar Morto em 1989. Milhões de bolas de enxofre parcialmente incineradas e toneladas de cinzas foram encontradas. Evidência de calor superior a 4000 graus Fahrenheit pode ser visto na rocha e estratos".

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Mercilda Bartmann - Um exemplo de vida!



Há dias procuro palavras para externar a perda de uma pessoa muito amiga e muito querida por todos do Condomínio aonde vivemos.
Sempre nos referimos ao Mirante como “uma grande família” aqui fizemos e continuamos a fazer enriquecedoras e duradouras amizades. O entrosamento rápido entre os filhos dos condôminos sempre facilitou a amizade entre os pais. Aqui curtimos festas, churrascos, aniversários, partidas de futebol e dos momentos felizes em volta da piscina.
O casal Osório e Mercilda, pais de duas lindas filhas, esbanjava elegância e beleza revelando em boas conversas o sotaque oriundo dos Campos do Sul.
Mercy,  preocupava-se muito com a preservação do planeta e sendo moradora de um grande condomínio logo observou a quantidade de lixo que diariamente era descartado de forma irregular. Aliaram-se a ela moradores que acataram a ideia e juntos trouxeram até condomínio pessoas especializadas que deram aulas sobre reciclagem, educando de forma lúdica também as nossas crianças. Esta prática saudável continua beneficiando o condomínio que sempre será grato a iniciativa da nossa saudosa moradora.
Preocupada também com o lado espiritual nossa querida Mercy criou um grupo que se reúne, uma vez a cada semana, na casa de uma das participantes.
Unidas, rezamos o terço, oramos pelos enfermos e necessitados, lemos a Bíblia procurando entender as benditas palavras do Livro Sagrado.
Crescer no amor é crescer em Cristo. Neste grupo de orações também trocamos ideias, experiência e até receitas deliciosas. Às vezes às queixas do dia a dia faz o encontro parecer um consultório psicanalista. Trocamos receitas e nos deliciamos com os petiscos gaúchos oferecidos pela amiga
Uma noite, antes das orações, Mercy, bastante preocupada e entristecida, contou-nos que os últimos exames laboratoriais diagnosticaram nela um câncer agressivo.
Um balde de água fria caiu sobre todas nós.
Portámo-nos a 2 Coríntios 12 onde Paulo descreve: -“Porque quando estou fraco, então é que sou forte.” Não desanimamos e procuramos não passar nenhuma descrença.
Guerreira como era repleta de esperança e fé, teve todo o apoio do esposo, das filhas, amigos e familiares.


Li em algum lugar que: “É difícil racionalizar diante da dor, nem todos sabem externar seu sofrimento, somos todos carentes diante de uma situação limite.”
Mercy, Enfermeira Cirúrgica, escritora e palestrante, mais do que ninguém conhecia passo a passo a gravidade da doença a que fora cometida. Sabia, lutava, acolhia a nossa força, segurava nas mãos do Altíssimo sem jamais perder a fé..
Todas as vezes que os cabelos caiam, a cada quimioterapia, seu rosto que muito lembrava a Julie Andrews era emoldurado por uma peruca perfeita ou um lenço que realçava ainda mais o brilho do seu rosto.
Há alguns anos mudou-se com Osório para Ribeirão Preto aonde residem suas filhas, genros e netos. Ao lado da família recebeu todo o amor, todo o carinho e todo cuidado necessário.
Todas as vezes que retornava ao Rio fazia questão de estar com as amigas, quer em casa, na piscina ou no clube.
O nosso último encontro foi num restaurante. Estava debilitada, exaurida, chegou a mencionar que este talvez fosse o nosso último encontro.
Jamais diremos que sim porque o que nos separa é apenas a sua presença física. Ela está nos nossos corações e presente em todos os encontros de orações dando o tom exato do hino de Consagração a Virgem que somente ela sabe o tom exato.
Quem disse que não houve milagre! Prolongou por dez longos anos, passou por todo o sofrimento sem deixar que o sorriso deixasse o seu rosto. Ao perceber que mais nada podia fazer desenvolveu uma das maiores virtudes - a aceitação.
E parafraseando Paulo disse para si mesma : -“ Combati um duro  combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. “  
Amiga o exemplo da sua força e da sua fé ficará conosco para sempre.
Descanse em paz nos braços de Jesus.
Suas amigas.
Jailda Galvão Aires.
18 de maio de 2016.
A quem interessar possa: Enfermagem Cirúrgica - Mercilda Bartmann