segunda-feira, 7 de setembro de 2015

CARTA À CASTRO ALVES

 

                                                                      Rio, 07 se setembro de 2015
 
Castro Alves, meu conterrâneo, nascestes no ano de 1847 e esta que te
escreve, nasceu um século depois. Hoje, Sete de Setembro, dia em que se festeja a Independência do Brasil, aproveito para te agradecer pelo muito que lutastes pela Abolição da Escravatura e pela Independência de nossa Pátria.

Sempre fui fã ardorosa do inimitável poeta e sempre lamentei a tua partida tão breve – 24 anos. Não alcançastes a Abolição e muito menos o Brasil liberto de Portugal.

Estamos em 2015, quase um século e meio da tua partida. Queria te dizer que As tuas lutas não foram em vão e todos os teus anseios por liberdade foram realizados.  Em parte sim, a escravidão foi extinta – não como sonhastes- e o Brasil tornou-se independente.

Lamento meu poeta ter que contar que tudo continua como antes ou pior ainda. O Brasil caiu num mar de corrupção e todo o povo é escravo
da própria Pátria.

Lembra-te do nosso herói Tiradentes, que ao lado de vários integrantes
da aristocracia mineira, criou um movimento de independência porque o
povo não aguentava mais enviar para Portugal 1/5 de todo minério extraído dos nossos solos?

Hoje, Castro, pagamos muito mais aos cofres públicos. Todo imposto
já vem embutido nos alimentos, remédios, vestuários e em todos os
elementos básicos. Muitas indústrias estão se fechando, o comércio falido, os salários baixíssimos, e, novos impostos estão sendo criados para que o povo pague a roubalheira e desvios dos nossos políticos.

Não temos escolas, hospitais, moradias e há muitos sem terra. O nordeste continua seco, sem vida e sem água. Nossas crianças estão marginalizadas e refém do tráfico. Grande parte da população reside nas ruas. Em Salvador, muitos se abrigam do frio aos pés da tua estátua.

A Petrobrás, orgulho da Nação, que tinha como slogan “O Petróleo é nosso” foi roubada, sucateada. Nem sei a quem pertence.

Chego à conclusão que somos escravos de nós mesmos – do nosso próprio País. Caímos no olho de um imenso furacão sem saber como se defender.

Nossa bandeira continua como profetizastes:

“Existe um povo que a bandeira empresta
Pr'a cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...

           ...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Perdão, Castro Alves se te acordei do teu sono eterno. Peço a Deus que envie os Seus anjos para velar e acalentar o teu sono.

Aqui, continuaremos declamando os teus versos, hoje, no terceiro milênio:

“Deus! ó Deus! onde estás que não respondes? 
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes 
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito, 
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...”


Dorme em paz, meu poeta se puderes.
Um grande abraço e fraterno beijo.
Jailda Galvão Aires.
 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

ADEUS À PROFESSORA MARIINHA.

Assim que nos instalamos numa das unidades do
Condomínio Mirante, no ano de 1982, por indicação de

amigos, chegamos ao JARDIM DE INFÂNCIA NENEQUITA.
Foi fácil perceber que a escola pertencia e era dirigida por
uma família honrada, querida e muito conceituada no Rio.
Fomos recebidos pela Coordenadora profa. Maria de Fátima,
e apresentados aos seus pais: Cel. Eduardo e a sua mãe, professora Célia.

Mais dois irmãos completavam a família Oliveira.
Mais tarde, com a inclusão do ensino médio, foi acrescido o nome de ESCOLA DEGRAU.
Percebemos de imediato que o colégio primava pela educação em toda a sua totalidade: conteúdo didático, aulas práticas, motivação, valores, comportamento, respeito aos professores
e alunos, ensino religioso (facultativo), e na preparação para a vida.


Assim o foi.
O espaço físico da escola não era grande, contando com dois andares, de salas e com uma cobertura aonde os alunos brincavam e se apresentavam em dias
festivos e passeios recreativos. Como o Mirante possui grande área de lazer,
não nos preocupamos com isto. Importante mesmo é que cada aluno era chamado pelo nome e feito conexão direta com seus pais ou com os seus responsáveis.
Matriculamos os nossos quatro filhos numa escadinha de dois aos oito anos: Graciela, André, Juninho e Leonardo.
Professora, Maria de Fátima, carinhosamente, conhecida por Mariinha, sempre fora o esteio daquela escola.
Exercendo, entre outras, a função de coordenadora, atendia os pais com uma serenidade tal que a mim me fazia lembrar uma das máximas de Salomão: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira”.
Recorri à Mariinha, inúmeras vezes, buscando solucionar problemas de algum dos filhos por diferentes motivos: Saúde, boletim escolar, gelo ou desavenças entre colegas e até mesmo palavras depreciativas ditas por algum professor. Ocultava dos filhos a fim de que aprendessem a solucionar os seus próprios problemas e continuassem a respeitar os mestres e a todos os que trabalhavam na Escola.
Mariinha, calmamente me ouvia, como a qualquer outra mãe, acolhendo e resolvendo as diferentes queixas.
Sabendo que um dos alunos entrava em pânico na hora da prova, se aproximava e o acalmava com palavras de apoio. Outro, que, espirrava muito, durante os testes, perturbando o desempenho dos colegas, era levado a fazer o teste, ao seu lado, em sua própria sala.
Estes são apenas alguns exemplos citados para declarar, como mãe, o quanto devo a grande educadora Mariinha e quanto os nossos filhos, seus alunos, são gratos e o quanto a amamos e amaremos sempre.
Mariinha partiu para o céu azul, deixando uma saudade imensa... Deixou a todos nós o mais difícil e belo exemplo declarado por Jesus no Sermão da Montanha:
“Bem-aventurado os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.”
Abraçamos a toda a sua família enlutada dizendo:
“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós, Deixam um pouco de si, Levam um pouco de nós.” Antoine de Saint-Exupéry
                           Jailda Galvão Aires, 08 de agosto de 2015.
 

quarta-feira, 24 de junho de 2015

MAIORIDADE PENAL - REDUÇÃO


O que eu desejo compartilhar? Aquilo que eu penso sobre REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL NO BRASIL.
Começo perguntando: quem nunca teve em sua residência, uma infestação de baratas, formigas, piolhos ou cupins?!

Brincadeira? Não. Analogia. Explico:
Vejam, por exemplo, como funciona a sociedade complexa, funcional e inteligente dos cupins, que, se não acudirmos a tempo, poderá devastar casas e trazer sérios prejuízos agrícolas. Por isso o escolhi.
Os cupins cavam túneis subterrâneos ou em madeira, alimentando-se de celulose. Cada indivíduo tem uma função específica podendo ser operários, soldados, reis e rainhas.
A rainha dos cupins pode viver até 50 anos, gerando até três milhões de ovos por ano.

Os cupins operários (machos ou fêmeas) têm a função de cavar túneis, coletar alimentos, cuidar dos cupins jovens etc. Não reproduzem.
Os cupins soldados (machos ou fêmeas), com patas e mandíbulas muito fortes defendem a sociedade dos inimigos.
Reproduzem nos meses mais quentes do ano.
Os reis e rainhas saem dos cupinzeiros e seguem em revoadas. Ao caírem no chão perdem suas asas formam um novo casal e constroem novos ninhos.

O macho dos cupins não morre. Permanece no ninho fecundando-a periodicamente.
Os alimentos são passados de boca em boca e comem também as fezes dos companheiros aproveitando os restos que não foram totalmente digeridos.
Por vezes, em nossa casa, encontramos um pozinho – bolinhas de fezes – e descobrimos que nossos móveis estão infestados de cupins. Corremos ao comércio trazemos pesticidas e injetamos ou borrifamos as partes externas das madeiras. Recolocamos tudo de volta aos seus lugares e fechamos as portas.
Nos primeiros dias, eles somem e, alguns, reaparecem mortos, sobre o chão.
Livres?! Não. Como acontece com dona Formiguinha e a dona Baratinha, os filhotes que estavam nos ovos, nascem mais fortalecidos ainda. Neste momento aprendemos que para exterminar o inimigo é preciso encontrar o ninho, onde, gordos e bem vistosos residem o Rei e Rainha. Pagamos a cara descupinização e vencemos o reinado.

Analogia?! Não. Verdade. Não podemos eliminar efeitos sem chegar às causas.
Entendam-me: Jamais compararia o ser humano a um simples inseto, mesmo sabendo que, na sociedade destes ínfimos animais, tudo funciona de forma equilibrada, exata e ordeira. Devíamos copiá-los.

Começo a analogia: O que adianta reduzir a MAIORIDADE PENAL se a nossa política social é a mãe desnaturada que se esquece de alimentar seus filhos menores deixando-os nas mãos dos criminosos, que são vítimas do mesmo descaso?
Causas:
1.Desmandos, corrupções, desvios de verbas, evasão de divisas, protecionismo, apadrinhamentos, descasos, superegos e, etc., tornando infinita a lista que desqualifica a maioria dos nossos poderes).
Reduzida para 16 anos serão armados menores infratores de 15, 14, 13 anos. “Já temos gangues de 10 anos e crianças de 5 anos postando armas”.
2. Falta de escolas de Tempo Integral oferecendo educação de qualidade, com oficinas pedagógicas, materiais didáticos, três refeições diárias, esporte e lazer. Assistência integral de suas necessidades básicas resgatando a auto-estima dos alunos.
Por em prática o pensamento dos grandes antropólogos e professores: Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro. No governo do Brizola, aqui no Rio de Janeiro (1983-1987 e 1991-1994), tivemos, a exemplo, Os “CIEP BRIZOLAO” Tive o prazer de visitar alguns e, derramar-me em lágrimas diante do tratamento recebido e da felicidade e auto estima dos jovens e das crianças. Segundo o governador Brizola o futuro do Brasil estava na educação de suas crianças. Todos nós sabemos disso.


3. Sem estas escolas as crianças ficam a mercê das ruas sendo presas fáceis na oficina dos bandidos, enquanto seus pais trabalham.
4. Pegos na venda de entorpecentes serão qualificados como crime hediondo. Pergunto se um filhinho do papai que subiu ao morro, e, descendo drogado, matar alguém com o carro roubado de seu pai receberá a mesma pena?
5. As cadeias não educam, não socializam e não qualificam profissionalmente. Eles serão apenas aprendizes e estagiários de bandidos.
6. Presença de assistentes sociais visitando lares e vendo como estas crianças são tratadas. Mostrar ao pai que ele tem obrigação de educar o filho. O pai some jogando toda a responsabilidade sobre a mãe.
7. Mostrar ao consumidor, através de palestras e publicidades quanta responsabilidade e culpa ele tem no crescimento do crime organizado.
Muitas outras causas existem e todos nós sabemos. Reafirmo que não adianta a polícia matar, prender ou a justiça reduzir a Maioridade. Não adianta ficarmos felizes e protegidos com a exterminação dos infratores desde que os nossos dedinhos não estejam manchados de sangue. O coração está.
Por alguns anos até diminuiria a criminalidade dos menores infratores, mas, surgiriam mais e mais como acontece com os insetos em nossas casas.
A solução vem de cima aonde se encontram os grandes ninhos que a cada ano de mandato desovam desgovernos.
É o que penso e como penso. Ainda voltarei com mais analogias.
Rio, 24 de junho de 2015.
Jailda Galvão Aires.

terça-feira, 7 de abril de 2015

ADEUS A HELENA (tia Helena)


Estou pensando em 25 de dezembro de 2014, quando vivi ao lado da minha tia Helena, um dos momentos mais emocionantes da minha vida, sem saber que seria o último.
Tia Heleninha era a caçula de doze irmãos. Interessante que eles se comparavam a uma dúzia de bananas, e quando, por doença ou idade avançada um partia, eles tristemente murmuravam: menos uma banana no cacho. Apelidei-a de minha “Bananinha Nanica”, por ser a menorzinha da turma.
Nasceram todos no município de Brejões- Bahia, numa fazenda intitulada “O Vencedor”.  Eu acredito que, por influência do nome, todos venceram na vida com suor e muita garra.
Espalharam-se por toda a Bahia. Como as cinco irmãs não se casaram, os irmãos as assumiram abrindo comércio e comprando casas para aquelas que desejavam ter a sua própria. 

Tia Helena, morando em Ilhéus e sendo a mais estudiosa e independente, arregaçou as mangas, formou-se em sociologia, trabalhou no INSS e comprou a sua casa.

Um grande amigo e professor, Major Paulo, respeitado por toda Ilhéus, ofereceu-se e assinou o financiamento da mesma.
Helena, como um rouxinol, cantava maviosamente bem e arrasava nas  italianas. Era letrada e possuia uma vasta biblioteca. Era fã dos cantores de rádio e, em visita ao Rio, colheu autógrafos de muitos. Possui cadernos aonde guarda relíquias de cartas, fotos e dedicatórias de muitos.
Tempos mais tarde, Prof. Paulo pediu a Lena para hospedar um dos seus filhos, até que ele refizesse a sua vida.  Ricardo ficou com Lena, (assim, carinhosamente a chamava) e nunca mais a deixou. Criaram raízes fortes de mãe e filho.   Mais tarde vieram os netos e o lar cresceu em alegria.

Ricardo foi mais que muitos filhos e cuidou de Lena até o último suspiro.

A ele dedico estas palavras, em nome de toda a família, em agradecimento por todo amor, cuidado, zelo e presença constante ao lado de nossa saudosa e querida tia, até o seu último suspiro.

Deus te abençoe grandemente, sobrinho e primo querido.
                                   Rio, 07/04/2015. Jailda Galvão Aires

quarta-feira, 18 de março de 2015

TIA NAIR – POSTADA EM 01/02/2015


                Estou pensando em mais um janeiro que escapa, sorrateiramente, entre nossos dedos. Imagino também o privilégio que poucas pessoas tem de completar cem janeiros vendendo saúde, elegância, beleza e uma memória fresquinha.

 A festa de tia Nair, foi em Salvador, facilitando a presença dos filhos, parentes e amigos. Mãos de seda, magistralmente, deslizaram em violões, violinos e cavaquinhos. Em harmonia com um teclado a música encheu o ar de alegria e por vezes saudade. Uma voz graciosa cantou Assis Valente, Caimmy, Gil e Caetano. Não podia ser diferente quando o cenário é a Bahia. Valsas, boleros e chorinhos foram somados aos ritmos criados desde o dia dez de janeiro de 1915.

Risos, abraços e recordações reuniram pessoas após décadas de desencontros. – Coisas do destino.

Tia Nair, estava ali, colhendo os aplausos e afagos de todas as pessoas que a ama e que por ela são amadas também.

Fico a pensar o que leva alguém a longevidade com tanta vontade de viver. Será herança genética, amigos, alimentação, trabalho incessante ou mingau de aveia todas as manhãs? Será que era a energia gerada pela juventude? Incógnita. Tia Nair cumpriu todos estes rituais.

A família residia em Ilhéus, na Avenida Soares Lopes - beirando a praia.

Nas férias estudantis a casa superlotava com a presença dos sobrinhos e amigos dos filhos. Muitas tias ofereciam calorosa hospedagem, mas, todos só queriam ficar com tia Nair. Havia ordem, respeito e horários a cumprir em todas elas, mas, tia Nair deixava a galera aproveitar à praia. Não tínhamos que estar às doze horas, de banho tomado, sentados à mesa almoçando.

A casa era tomada pela algazarra, música, jogos, violões e cantoria.

Tio Abelardo gostava também de casa cheia e estava sempre sorrindo.

Quando precisava ralhar alguém ela o fazia com a franqueza de sempre e era conhecida pelo seu toma lá dá cá.

Não guardava rancor, não contava aos nossos pais qualquer deslise e logo mais estava gargalhando com os jovens e sorrindo das brincadeiras.

Netos e bisnetos provaram à saborosa sopa de feijão e as manhãs regadas à vitamina de abacate, café com leite e pão fresquinho. O tempero de Nair tinha um toque pessoal de carinho e amor. Meu pai adorava. E quem não?

Voltando à festa. Houve um momento em que ela desabou em lágrimas. Eu estava ao seu lado quando um violino com maestria sibilou: “ E agora que faço eu da vida sem você...”

Entre soluços ela gemeu quase inaudível: - Que faço eu dá vida sem “vocês.” Era a forte lembrança do esposo e do filho Cláudio que tão cedo partiu. Beijei-lhe o rosto, alisei seus cabelos e murmurei: - Tia, eles desceram do céu e estão aqui ao seu lado. Hoje é dia de alegria! Eles te querem sorrindo. Lentamente ela serenou e voltou por inteira à sua festa.

Tia Nair não só rompeu a barreira do tempo como também atravessou um século e adentrou o novo milênio sendo a mesma pessoa que é. Felicidade nossa viver com ela e estar com ela aprendendo amor, sabedoria, coragem, franqueza e vontade de viver.

Tia, a festa foi e sempre será sua, mas o maior e melhor presente é nosso – ter você em nossas vidas.

MUITOS OUTROS JANEIROS VIRÃO. 

Um beijo saudoso.

Jailda Galvão Aires

 

PASSEA DO DIA 15 DE MARÇO




Sr. Face, estás sempre a me perguntar no que estou pensando... Como não consigo parar o pensamento nem mesmo em estado de relaxamento profundo, confesso que desde a passeata que tomou as ruas do nosso país, não consigo pensar em mais nada que não esteja relacionado
ao indescritível ato cívico 
O que mais me emocionou foi o patriotismo impresso nas camisas, no abraço da bandeira nacional e no rosto de cada participante. A forte presença nas ruas das capitais e municípios ocorreu com ordem e de maneira pacífica, sem representantes e sem bandeiras partidárias.


O grito uníssono “do basta” rompeu fronteiras. 

Não aceitamos mais comportamentos que não deveriam existir nem mesmo nos dicionários.  

Chega de corrupção, desvios, propinas, impunidade, desgoverno e enriquecimento ilícito.  

Chega de pensar que o povo brasileiro não entende e não
se interessa por política. 

Chega de tentar desviar a nossa atenção com manchetes outras que não seja o desmando e as roubalheiras. 

Chega de pão e circo! A informação chega a todos os quadrantes da terra.  

Chega de altos impostos e a criação de novos tributos para cobrir o roubo por parte dos dirigentes das nossas estatais e de muitos congressistas e governantes. 

Chega de brechas nas Leis para que os grandes escapem de fininho enquanto os esfomeados e marginalizados mofam nas cadeias pelo roubo de um pão ou de um biscoito. 

Não aceitamos mais a corrupção. Queremos que os nossos filhos cresçam num país justo, honesto e seguro. Queremos que os nossos impostos venham a gerar hospitais, escolas, moradia, trabalho, respeito e segurança, pois para isto são cobrados. 

Nossos filhos precisam de bons exemplos para que cresçam fortes, íntegros, conscientes e cheios de fé. Queremos que o sentimento de patriotismo e orgulho permaneça neles e que não precisem migrar para outros países em busca de sucesso, trabalho e empreendedorismo. Queremos que, preparados, realizados e orgulhosos, aqui permaneçam e, juntos, possamos declamar para as gerações vindouras:
 
“Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste!
Criança! não verás nenhum país como este!
Olha que céu! que mar! que rios! que floresta!
A Natureza, aqui, perpetuamente em festa,
É um seio de mãe a transbordar carinhos.
Vê que vida há no chão! vê que vida há nos ninhos,
Que se balançam no ar, entre os ramos inquietos!
Vê que luz, que calor, que multidão de insetos!
Vê que grande extensão de matas, onde impera
Fecunda e luminosa, a eterna primavera!
Boa terra! jamais negou a quem trabalha
O pão que mata a fome, o teto que agasalha…
Quem com o seu suor a fecunda e umedece,
Vê pago o seu esforço, e é feliz, e enriquece!
Criança! não verás país nenhum como este:
Imita na grandeza a terra em que nasceste!”
“A Pátria - Olavo Bilac”
   Por Jailda Galvão Aires em 17/03/2014

 

terça-feira, 10 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Quero desejar a todas as mulheres deste planeta que se multiplicam em mil pelos filhos, amigos, família e dileto companheiro, deixando neste Blog, um verdadeiro tesouro descrito por Salomão em provérbios 31:10-31, datado
do século VI a.C.:

"O valor de uma mulher virtuosa excede ao de finas joias.
O seu marido nela confia e não haverá falta de ganho.
Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida.
Busca lã e linho tece alegremente com as suas mãos.
 
Cedo se levanta abastece à sua casa e instrui as
servas.
Com o ganho do seu trabalho compra uma terra e
planta uma vinha.
 
Ajeita as suas vestes e fortalece os braços.
Percebe que o seu ganho é bom e a sua lâmpada não se apaga de noite.
 
Estende as mãos ao fuso e pedala a roca enquanto fia.
Socorre o aflito e ao necessitado.
Não teme a neve e agasalha a todos da sua casa.
Tece as cobertas e veste-se de linho fino tingido.
 
Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos.
Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, e dá cintas
aos mercadores.
A força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao
 
dia de amanhã, não tem preocupações.
 
Fala com sabedoria, e instrui com bondade.
Dirige a sua casa e não come o pão da preguiça.
Seus filhos a chamam ditosa e seu marido a louva, dizendo:
Muitas mulheres são virtuosas, mas tu a todas
sobrepujas.
 
Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada.
 
Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público louvarão
 
as suas obras."
 
                   Um Beijo. Jailda Galvão Aires. 08/03/2015