sexta-feira, 6 de abril de 2018

JUSTIÇA IGUAL PARA TODOS!


Vendo a grande multidão Jesus a começou a falar: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia.
Nada há encoberto que se não venha a descobrir; nem oculto, que se não venha a ser descoberto.
Mas eu vos mostrarei a quem haveis de temer: Temei aquele que, depois de matar, tem poder de lançar-vos na tormenta.

Disse ao povo: Olhai e guardai-vos de toda a avareza, porque a vida de um homem não consiste na abundância das coisas que possui.
Então lhes expôs a parábola: As terras de um homem rico produziram muito fruto. Ele discorria consigo: Que hei de fazer, pois não tenho onde recolher os meus frutos?
Disse: Farei isto; derrubarei os meus celeiros e os construirei maiores, e aí guardarei toda a colheita e os meus bens;
e direi à minha alma: Minha alma, tens muitos bens em depósito para largos anos; descansa, come, bebe, regala-te.
Assim é aquele que entesoura para si,  e não  não dizima em suas igrejas nem ajuda os necessitados. (Não reparte o excedente).
"Porque onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração..."                            

                                       ...
 A todo aquele a quem muito é dado, muito será requerido; e daquele a quem muito é confiado, mais ainda lhe será exigido.
O juiz o entregará ao oficial de justiça e este o lançará na prisão.
Digo-te que não sairás dali, até que seja pago o último centavo.”
Lucas 12:1-59 


Os montantes dos nossos impostos foram amontoados nos grandes celeiros dos Bancos suíços. Estão além das nossas divisas.
Tiraram dos pobres o alimento, o trabalho, as escolas, os hospitais, tetos e terras de subsistência.
Tiraram a dignidade, o amor próprio a vontade de lutar e vencer. Abandonados, foram alvos fáceis nas mãos dos bandidos e permanece à margem da sociedade.
As escolas foram substituídas pelas cracolândias. Os livros trocados por fuzis. Os jovens não  servem mais as Forças Armadas. São, agora, soldados do narcotráfico. Menores de 8 a 14 anos aprendem a atirar e trocam as mochilas escolares por munições e granadas. 
Os doentes para não morrerem nas extensas filas dos hospitais recorrem a fé e vão as igrejas e seitas em busca de milagres. 
Os abastados, do alto de suas ricas mansões  continuam alimentando o tráfico e dormem em seus macios leitos com a consciência tranquila. Compram drogas procurando dar sentido as suas vidas pobres, inúteis e vazias. A alegria não é mais natural tem que ser eufórica.
Os magistrados prenderam o inculto que emergiu da pobreza. O ódio maior das elites foi a não aceitação que um iletrado, chegasse ao mais alto cargo de uma nação. 
Deixem, no entanto, que ele seja amado e lembrado pelos menos favorecidos da sorte que durante o seu governo teve, pela primeira vez, pão, feijão, leite e carne em vez de lagarto, palma, farinha molhada, e rato do mato em sua única refeição.

Se os meus impostos, suor do meu trabalho, possa levar dignidade ao sertanejo, ao nordestino que come palma amarga e buscam água a quilômetros de suas choupanas,  fico feliz e posso beber nas águas divinais da caridade.
O que eu não quero, nem admito é doentes morrendo sem atendimento nos hospitais, é ver criança desnutridas  fora das escolas e multidões morando nas ruas porque as  verbas destinadas as escolas,  moradias e hospitais foram sucateadas.

É ver brasileiros e animais morrendo porque as verbas das irrigações e transposições dos rios foram lapidadas pela Indústria da Seca.

Esquecem que os diplomados em famosas instituições no Brasil e no exterior foram, com poucas exceções,  os precursores da corrupção, da troca de favores,  desvios de verbas, sonegação, evasão de divisas, caixa dois, compra de votos e venda de votos para se manterem no poder.Que a justiça seja feita e que vá a fundo denunciando, julgando e prendendo, sem distinção, a todos  os responsáveis pela vergonha e mazelas que,  diariamente,  escorrem pelos canos fétidos da  imprensa escrita e televisiva. Que sejam banidos da classe política, e punidos por todos os crimes cometidos no afã de se fixarem eternamente no poder. 
O que eu espero, com toda força de minha alma é que a justiça não se acovarde diante dos poderosos que ludibriaram o povo honesto e trabalhador deste País. Que as brechas da Lei não os deixem, com coleiras em suas mansões degustando caviar regado a vinhos caros e whisky escocês. 
Os cultos, diplomados, nascidos em berço de ouro que se eternizam na política por herança, apadrinhamento; autores da cartilha da corrupção, seja, ou sejam igualmente punidos.  
A todos eles a máxima de Cristo:
"A todo aquele a quem muito é dado, muito será requerido; e daquele a quem muito é confiado, mais ainda lhe será exigido."
Que os canos da Lava a Jato retrocedam ao primeiro presidente deste País.

Quero um Brasil limpo, transparente, feliz porque os nossos  filhos, nascidos num País tão rico não precise, por falta de oportunidades que lhes foram subtraídas, serem apátridas em outras Pátrias.

Rio, 06 de abril de 2018.
Jailda Galvão Aires

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MAYA ANGELOU - ATIVISTA AMERICANA


 






Maya Angelou nasceu no dia 04 de abril de 1928 e faleceu em 28 de maio de 2014 escritora e ativista completaria hoje 90anos.
Aos oito anos, Maya foi violentada pelo namorado de sua mãe.  O homem fora julgado, declarado culpado, mas só ficou um dia na cadeia. Foi assassinado quatro dias depois. 
Maya durante quase cinco anos permaneceu muda condenando-se pela morte do seu agressor. “Minha voz o havia matado; eu matei aquele homem porque disse seu nome. E depois pensei que nunca mais voltaria a falar, porque minha voz poderia matar qualquer um...”
Neste período de silêncio desenvolveu uma memória extraordinária, tornou-se leitora assídua e passou a observar e escutar o mundo a sua volta. De volta à casa da avó, uma professora e amiga da família a ajudou a recuperar a fala e lhe apresentou livros de grandes escritores.
Maya teve a influência de escritores e artistas negros vindo  mais tarde a ser reconhecida como grande poetisa norte-americana. Lutou pelos direitos civis e pela igualdade dos negros. Muito influenciou a cultura afroamericana.
Durante toda a sua vida, foi dançarina, motorista de ônibus, escritora, poetisa, atriz, jornalista e professora. Foi amiga de Martin Luther King e trabalhou com ele em 1960.
Em 2011 foi condecorada por Barack Obama com a Medalha Presidencial da Liberdade.
Em 2015, fora homenageada com um selo do serviço postal dos Estados Unidos com a seguinte citação: "Um pássaro não canta porque tem a resposta, ele canta porque tem uma música" frase da escritora Joan Walsh Anglund.


Aprendi que aconteça o que acontecer.... 

Aprendi que, aconteça o que acontecer, pode até parecer ruim hoje, mas a vida continua e amanhã melhora.
Aprendi que dá para descobrir muita coisa a respeito de uma pessoa observando como ela lida com três coisas:
dia de chuva, bagagem perdida e luzes de árvore de natal emboladas.
Aprendi que, independentemente da relação que você tenha com seus pais, vai ter saudade deles quando se forem.
Aprendi que ganhar a vida não é o mesmo que ter uma vida.
Aprendi que a vida, às vezes, nos oferece uma segunda oportunidade.
Aprendi que a gente não deve viver tentando agarrar tudo pela vida afora.
Tem que saber abrir mão de algumas coisas.
Aprendi que quando decido alguma coisa com o coração, em geral vem a ser a decisão correta.
Aprendi que mesmo quando tenho dores, não tenho que ser um saco.
Aprendi que todo dia a gente deve estender a mão e tocar alguém.
As pessoas adoram um abraço apertado, ou mesmo um simples tapinha nas costas.
Aprendi que ainda tenho muito o que aprender.
Aprendi que as pessoas esquecem o que você diz, esquecem o que você faz, mas não


 esquecem como você faz
com que elas se sintam.
Maya Angelou

sábado, 27 de janeiro de 2018

TRAGÉDIA DA BOATE KISS - cinco anos de impunidade


  Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos”  João 15-13

Hoje, 27 de janeiro de 2018, fazem exatamente cinco anos da imensurável tragédia ocorrida na madrugada do dia 27de janeiro de 2013 numa discoteca em Santa Maria no Rio Grande do Sul – Boate KISS - que vitimou 242 pessoas e feriu outras 680.

Entre as vítimas encontrava-se o filho de um casal de médicos respeitado pelo profissionalismo e mui querido por toda a clientela e amigos que fizeram durante toda a vida.
Sentimos de perto a dor pela amizade e vizinhança que temos há mais de 30 anos como moradores do Condomínio Mirante de Copacabana.
Dr. Flávio Alexandre Lacerda e Dra. Carla Machado, ambos, médicos, pertencem à casta das pessoas nobilíssimas que vieram a este mundo com o maior propósito - servir ao próximo.
Tinham dois lindos filhos respeitados em suas profissões, amados pelos superiores, pelos colegas de magistratura, escola e trabalho, e mui queridos aqui no Condomínio aonde, até hoje, reside o casal.
Acompanhamos de perto a vida da família e testemunhamos a educação esmerada que deram aos filhos: Adriano Machado de Lacerda, o mais velho, médico endocrinologista e Leonardo Machado de Lacerda, tenente formado pela Academia Militar das Agulhas Negras vítima entre tantos outros e mais um herói desta sofrida história.
Encontrava-me em casa quando uma amiga do terço – grupo de oração que temos há mais de 15 anos – alertou-me que Leonardo Machado poderia estar entre os jovens que pereceram na Boate Kiss. Partimos imediatamente para a casa do casal, que, aflitos e ao mesmo tempo esperançosos aguardavam o telefonema do filho.
Muitas conjecturas ocorreram, palavras de ânimo e orações silenciosas:
 - Não pensem no pior... Leonardo pode estar hospitalizado e por isso mesmo não atendeu o celular. Vai ver que ele perdeu o aparelho enquanto socorria as vítimas...
- Lembrem que ele agora é um tenente e pode estar a serviço do Regimento de Santa Maria.
- Logo mais ele estará contando o que...

Adriano, o irmão mais velho, já havia partido do Rio com destino a cidade de Santa Maria.      

Foram horas de espera com a dimensão de eternidade.

Flávio e Carla não paravam caminhando pelo apartamento esperando o telefone tocar a cada instante. O silêncio se prolongava e com ele a angústia amarrada a um fio tênue de esperança e fé.
Lembro-me com lágrimas nos olhos e profunda dor no coração o momento exato em que Adriano ligou para os pais confirmando, infelizmente, a morte do filho e irmão amado. O casal estava no corredor do apartamento e se abraçou apoiando-se mutuamente. 
O mundo girou e soluços de dor encheram todo o ambiente. Minha cabeça entrou em pânico, meu coração em colapso. Fui trazida até o meu apartamento. Minhas amigas que ficaram deram todo o apoio e os familiares e amigos foram chegando pouco a pouco.    
Os pais continuam buscando forças para superar a indescritível perda e Adriano perdeu seu único irmão. Seus filhos não terão primos e nem o tio amado estará presente nas noites de natal, nas festas escolares e nos aniversários.
 O tenente Leonardo Machado de Lacerda, de apenas 28 anos, fora velado no Cemitério Memorial do Carmo, no Caju, aqui no Rio de Janeiro na presença de familiares, amigos e colegas de farda.
O coronel Mário Fonseca, que fora representar o Comando Militar do Leste, entre poucas palavras destacou a bravura de Leonardo: "Ele já tinha saído e voltou para salvar outro oficial. Depois, de tirá-lo da boate, voltou mais uma vez. Esta é uma atitude inerente aos oficiais do Exército". 
Um amigo e vizinho da família, Marcelo Moreira, entre lamentações e lágrimas externou todo o nosso sentimento: “Ele morreu como um herói. Era um filho que todo pai gostaria de ter. Não bebia, não fumava, não se metia em confusão. Estava muito feliz com a transferência para o Sul e tinha ido à boate para comemorar com os novos colegas”
Formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, Leonardo estava no Primeiro Regimento de Carros de Combate de Santa Maria há apenas 15 dias.
Se hoje, dia 27 de janeiro, narro esta triste história da qual testemunhei o sofrimento do casal amigo, é para lembrar a dor uníssona de todos os pais, irmãos, familiares e amigos que perderam seus entes queridos e até mais de um jovem naquela fatídica noite.
É para levar solidariedade à família de todas as vítimas mesmo aquelas que embora tenham sobrevivido amargam até hoje problemas de saúde e marcas de queimaduras na pele e dores profundas na alma.
Se hoje, 27 de janeiro de 2018, relembro esta triste história que comoveu e enterneceu o Brasil e o mundo é para que as autoridades fiscalizem todos e quaisquer  locais de entretenimento permitindo que os nossos jovens possam se divertir em total segurança.
Foram muitos os erros primários apontados pelos peritos que levaram a Boate Kiss a arder em chamas.
O Estado, em todos os seus níveis, precisa e tem o dever de proteger e dar segurança a todos os nossos jovens e não permitir que tragédias como esta venha tirar a vida de nossos jovens e marcar para sempre a existência de qualquer cidadão.
Se hoje relembro esta noite de horror é para pedir justiça, pois, embora o inquérito policial tenha apontado 28 pessoas responsáveis pela tragédia, entre eles os dois proprietários da casa, quatro bombeiros e integrantes da Banda, um foi absolvido, dois condenados pela Justiça Militar por expedição de Alvará de Licença e outro pela Justiça Comum por fraude processual.
Pasmem! Todos cumprem em liberdade enquanto cada família que enterrou seus filhos estará para sempre presa a uma dor indelével de perda, saudade eterna, abandono e revolta.
Rio, 27 de janeiro de 2017.
Jailda Galvão Aires.