Sinto-me
na pele de todos os patriotas honestos e trabalhadores que há século constroem
este País, acordando ao raiar do sol, tomando ônibus, trens, carroças de boi ou
a pés pelas estradas empoeiradas envelhecendo precocemente ao calor do sol
escaldante...
Nós que deixamos nossos
filhos em creches ou pagamos a algum vizinho para olhá-los; ou sem o menor
recurso, somos forçados a deixa-los entregues às ruas - aprendizes de bandidos
e traficantes...
Nós que com pás e enxadas trabalhamos sob o sol a pino muitas vezes sem vínculos empregatícios e sem nenhumas garantias, verdadeiros “boias -frias” comendo farinha, feijão, arroz e tripa de porco assada para camuflar a fome.
Nós, médicos e enfermeiros que trabalhamos em hospitais e ambulatórios sem leitos, sem aparelhagens, sem oxigênio, sem produtos básicos de assepsias. Bactérias matando aqueles que foram em busca de cura. Pacientes ao chão, urrando de dor sem o mais barato analgésico. Nós que nos formamos para salvar vidas e somos obrigados a escolher a quem salvar ou deixar morrer como carrascos em campos de concentração.
Nós que com pás e enxadas trabalhamos sob o sol a pino muitas vezes sem vínculos empregatícios e sem nenhumas garantias, verdadeiros “boias -frias” comendo farinha, feijão, arroz e tripa de porco assada para camuflar a fome.
Nós, médicos e enfermeiros que trabalhamos em hospitais e ambulatórios sem leitos, sem aparelhagens, sem oxigênio, sem produtos básicos de assepsias. Bactérias matando aqueles que foram em busca de cura. Pacientes ao chão, urrando de dor sem o mais barato analgésico. Nós que nos formamos para salvar vidas e somos obrigados a escolher a quem salvar ou deixar morrer como carrascos em campos de concentração.
Nós que construímos espigões,
sem proteção alguma despencando dos tatames e enterrados como indigentes.
Nos que morremos erguendo
pontes e desaparecendo nas águas barrentas ou impetuosas de rios e mares como
um pacote de estrume esquecido sem honra e sem glória.
Nós que construímos barragens
e somos engolidos e soterrados por elas.
Nós que levamos alimentos à mesa farta dos que podem escolher morremos, com os pulmões apodrecidos pelos inseticidas.
Nós que vivemos da agricultura de subsistência vendo as plantações secarem enquanto choramos a morte do gado sem “palma” para matar a fome e sem água enlameada para matar a sede. Nós que vendemos o pedacinho de terra para os grandes latifundiários e seguimos para as capitais em paus de araras, sonhando com dias melhores. Terminamos moradores de ruas escarnecidos pelos transeuntes.
Nós crianças e jovens, marginalizados pela família e pela sociedade, sem escolas preparatórias e sem vislumbre de um futuro promissor tornamo-nos iscas fáceis do tráfico de drogas. Terminamos nas Cracolândias – zumbis travestidos de gente a vagarem num inferno em vida sem a menor chance de uma tênue luz..
Nós que levamos alimentos à mesa farta dos que podem escolher morremos, com os pulmões apodrecidos pelos inseticidas.
Nós que vivemos da agricultura de subsistência vendo as plantações secarem enquanto choramos a morte do gado sem “palma” para matar a fome e sem água enlameada para matar a sede. Nós que vendemos o pedacinho de terra para os grandes latifundiários e seguimos para as capitais em paus de araras, sonhando com dias melhores. Terminamos moradores de ruas escarnecidos pelos transeuntes.
Nós crianças e jovens, marginalizados pela família e pela sociedade, sem escolas preparatórias e sem vislumbre de um futuro promissor tornamo-nos iscas fáceis do tráfico de drogas. Terminamos nas Cracolândias – zumbis travestidos de gente a vagarem num inferno em vida sem a menor chance de uma tênue luz..
Nós pobres crianças filhos e
filhas dos maus tratos e do abandono das Instituições Governamentais somos
obrigadas a vender o corpo e a alma aos predadores sexuais em troca de um prato
de comida muitas vezes forçados pelos próprios pais desempregados.
Nós, jovens e crianças herdeiras do analfabetismos vemos milhares de livros didáticos - novos em
folha- descartados em lixões ou transformados em papéis higiênicos por míseros
centavos.
Nós pequenos empresários, responsáveis por 52% dos empregos formais no país, não podendo arcar com os encargos sociais e os altos impostos somos obrigados a fechar nosso comércio agravando assim o número de desempregados.
Nós aposentados e
pensionistas que pagamos o teto máximo e recebemos míseros reais.
Agora pergunto aos que se tornaram - "Vendilhões dos Templos" dos Três Poderes: Como podem dormir o sono dos justos sem se darem conta que não passam de assassinos, torturadores, amputadores de sonhos e esperanças!
Agora pergunto aos que se tornaram - "Vendilhões dos Templos" dos Três Poderes: Como podem dormir o sono dos justos sem se darem conta que não passam de assassinos, torturadores, amputadores de sonhos e esperanças!
Vós
embaixadores do Supremo, que habilmente se esquivam dos julgamentos com
desculpas que não colam e pelo avançado das horas. Se esquecem dos milhares de
trabalhadores quem têm dupla jornada de trabalho para ganhar 1/100 dos vossos
salários.
Os senhores destruíram e continuam destruindo gerações inteiras. Matam nos hospitais quando desviam verbas.
Usurpam quantias destinadas às escolas e vendem nossas crianças roubando-lhes a infância e a pureza levando-as a alistarem-se no batalhão do tráfico e usuários de drogas, alistando-se ao futuro do nada.
Os senhores que roubaram as verbas destinadas às moradias e obrigando-nos a ter como teto as marquises, o passeio como a cama e o papelão como cobertor. Jamais saberão o que é não ter um travesseiro para repousar a cabeça.
Os senhores que roubam e dilaceram o patrimônio brasileiro corrompem e são corrompidos escondendo bilhões em bancos estrangeiros.
Os senhores que colocam vossos filhos a sofrerem xingamentos e bullying nas escolas e nas ruas.
Vocês que em ganho próprio se valem da “Indústria da Seca” procrastinando a irrigação das terras matando de desnutrição homens, mulheres, crianças e animais aumentando a estatística do Êxodo Rural enchendo as ruas de pedintes.
Os senhores chacais imundos dilaceram e fazem sangrar a nossa bandeira colocando o nosso País no mais alto pódio da roubalheira e da descrença como Nação.
Os senhores que forçam os nossos jovens, diplomados e graduados a buscar emprego em outros países porque estão sem futuro no seu próprio País.
Os senhores que apertam gatilhos com os dedos dos outros acham que suas mãos estão intactas e sem manchas?
Tenham certeza, senhores vendilhões, que o povo não dorme que o sistema global de redes e comunicações tudo vê, tudo rastreia e tudo espalha. Não há mais nada que permaneça em oculto.
Os senhores se emaranharam no mar de lama, prenderam-se nas próprias cordas. Delatam e são delatados. Traem e são traídos. Corrompem e são corrompidos.
E, ainda que, continuem vivendo sob o céu do nosso Brasil, o povo já os julgou e os desertou.
Traíram a nossa confiança. Sangraram a nossa bandeira e já não são dignos do nosso amor, respeito e admiração.
O cinismo estampado nas falsas promessas e a falta de honradez só nos dá pena, repúdio, nojo e total desprezo a estes seres que nomeiam a si mesmo de “Salvadores da Pátria.” Vós sois sim: - Vendilhões do pátrio templo chamado Brasil.
Os senhores destruíram e continuam destruindo gerações inteiras. Matam nos hospitais quando desviam verbas.
Usurpam quantias destinadas às escolas e vendem nossas crianças roubando-lhes a infância e a pureza levando-as a alistarem-se no batalhão do tráfico e usuários de drogas, alistando-se ao futuro do nada.
Os senhores que roubaram as verbas destinadas às moradias e obrigando-nos a ter como teto as marquises, o passeio como a cama e o papelão como cobertor. Jamais saberão o que é não ter um travesseiro para repousar a cabeça.
Os senhores que roubam e dilaceram o patrimônio brasileiro corrompem e são corrompidos escondendo bilhões em bancos estrangeiros.
Os senhores que colocam vossos filhos a sofrerem xingamentos e bullying nas escolas e nas ruas.
Vocês que em ganho próprio se valem da “Indústria da Seca” procrastinando a irrigação das terras matando de desnutrição homens, mulheres, crianças e animais aumentando a estatística do Êxodo Rural enchendo as ruas de pedintes.
Os senhores chacais imundos dilaceram e fazem sangrar a nossa bandeira colocando o nosso País no mais alto pódio da roubalheira e da descrença como Nação.
Os senhores que forçam os nossos jovens, diplomados e graduados a buscar emprego em outros países porque estão sem futuro no seu próprio País.
Os senhores que apertam gatilhos com os dedos dos outros acham que suas mãos estão intactas e sem manchas?
Tenham certeza, senhores vendilhões, que o povo não dorme que o sistema global de redes e comunicações tudo vê, tudo rastreia e tudo espalha. Não há mais nada que permaneça em oculto.
Os senhores se emaranharam no mar de lama, prenderam-se nas próprias cordas. Delatam e são delatados. Traem e são traídos. Corrompem e são corrompidos.
E, ainda que, continuem vivendo sob o céu do nosso Brasil, o povo já os julgou e os desertou.
Traíram a nossa confiança. Sangraram a nossa bandeira e já não são dignos do nosso amor, respeito e admiração.
O cinismo estampado nas falsas promessas e a falta de honradez só nos dá pena, repúdio, nojo e total desprezo a estes seres que nomeiam a si mesmo de “Salvadores da Pátria.” Vós sois sim: - Vendilhões do pátrio templo chamado Brasil.
Rio, 19 de maio de 2017.
Jailda Galvão Aires.

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