" Todos esses que aí estão
Atravancando meu caminho,
Eles passarão...
Eu
passarinho!"
Passarão com seu ódio, forrado de injustiça.
Com suas panças empanturradas de preconceito e supremacia.
Intitulam-se uma raça superior apoiado num nazismo latente, mascarado.
George, mais um passarinho, jogado ao chão estrangulado.
Num último balbucio rouco: Não consigo respirar.
Estampou o rosto roxo da morte esgotando seu último suspiro.
Como George, muitos sucumbem no mundo inteiro.
Porque nasceram negros, pobres, marginalizados.
Nos guetos da vida sem oportunidade e sem futuro
São vítimas de balas certeiras com o nome de perdidas.
Fardados, robotizados, matam sem piedade
Humilham, batem, desmancham barracos.
George simboliza todos os humilhados do mundo.
O passarinho tombou, mas, uma revoada se levantou.
E tomou a terra e clama por igualdade e justiça.
O fogo da revolta se acendeu
Tomou fôlego e atravessou fronteiras
Incendiou o espinheiro da revolta
E gritam por justiça, igualdade e respeito à vida.
O mundo precisa se conscientizar que só existe uma raça.
A raça humana . Vinda da mesma argila do mesmo pó das estrelasAi dos que promulgam leis injustas e redigem medidas maliciosas, 2 para tapear o fraco na justiça, roubar o direito do meu povo explorado, para fazer das viúvas suas vítimas e para roubar dos órfãos. 3 Que fareis no dia do ajuste de contas, da calamidade que vem de longe? A quem ireis procurar como apoio? Onde guardareis vossas riquezas? 4 Tereis de vos curvar como os cativos, ou mortos caireis. Apesar de tudo isso, porém, sua ira não acabou, seu braço continua erguido.
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