terça-feira, 2 de junho de 2020

PANDEMIA E PANDEMÔNIO

O mundo atravessa, há quatro meses, um momento crucial de pânico, desordem, confusão e desconfiança.

" Todos esses que aí estão

Atravancando meu caminho,

Eles passarão...

Eu passarinho!"

Passarão com seu ódio, forrado de injustiça.

Com suas panças empanturradas de preconceito e supremacia.

Intitulam-se uma raça superior apoiado num nazismo latente, mascarado.

George, mais um passarinho, jogado ao chão estrangulado.

Num último balbucio rouco: Não consigo respirar.

Estampou o rosto roxo da morte esgotando seu último suspiro.  

Como George, muitos sucumbem no mundo inteiro.

Porque nasceram negros, pobres, marginalizados.

Nos guetos da vida sem oportunidade e sem futuro

São vítimas de balas certeiras com o nome de perdidas.  

 Fardados, robotizados,  matam sem piedade

Humilham, batem, desmancham barracos.

 George simboliza todos os humilhados do mundo.

O passarinho tombou, mas, uma revoada se levantou.

E tomou a terra e clama por igualdade e justiça.

O fogo da revolta se acendeu

Tomou fôlego e atravessou fronteiras

Incendiou o espinheiro da revolta

E gritam por justiça, igualdade e respeito à vida.

O mundo precisa se conscientizar que só existe uma raça.

A raça humana . Vinda da mesma argila do mesmo pó das estrelas

 Ai dos que promulgam leis injustas e redigem medidas maliciosas, 2 para tapear o fraco na justiça, roubar o direito do meu povo explorado, para fazer das viúvas suas vítimas e para roubar dos órfãos. 3 Que fareis no dia do ajuste de contas, da calamidade que vem de longe? A quem ireis procurar como apoio? Onde guardareis vossas riquezas? 4 Tereis de vos curvar como os cativos, ou mortos caireis. Apesar de tudo isso, porém, sua ira não acabou, seu braço continua erguido. 

 

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