Estou pensando, neste
tenebroso pesadelo que estamos revivendo: a ditadura de 1964. Pasmem, nem naquela época a polícia - que
sofre uma verdadeira lavagem cerebral de maldade e insensatez humana - partiria
para bater, pisar, ferir, chutar e empurrar escada abaixo aqueles que, na nossa
ausência, representam os pais dos nossos filhos. É o que estão fazendo com os
professores que lutam por melhores salários e por um ensino público de melhor
qualidade. Enquanto os pais enfrentam o mercado de trabalho buscando dar aos
filhos uma vida digna, são as escolas que cuidam, educam os nossos futuros
médicos, cientistas, engenheiros, advogados, políticos e todas as importantes e
incontáveis profissões. Procurem no mundo da ciência e do saber uma profissão
mais nobre, cansativa e sofrida que se equipare a do professor. A eles devemos
tudo. Quantas vezes nos escabelamos e nos estressamos cuidando dos nossos próprios
filhos que, hoje, raramente ultrapassam o número de três. Pense no mestre que
acolhe 20 crianças numa sala de aula vinda das mais diferentes culturas e
educação. A escola foi e sempre será a pedra fundamental para o avanço e o futuro
da humanidade. Não existe um só profissional no campo da ciência e em todas as suas
extensas ramificações, que não tenha conhecido a figura de um mestre.
Neste momento, os nossos dirigentes políticos, “ex-alunos”, fecham as portas e negam o diálogo com aqueles que um
dia seguraram as suas pequeninas mãos e juntos rabiscaram as primeiras letras.
Esquecem ignoram e menosprezam as portas que se abrem diariamente para receber
os seus próprios filhos e estão, com isso, ensinando a todas as crianças e jovens o
desrespeito a figura do mestre.
Os Senhores, políticos eleitos,
detentores do poder, sentam-se num pedestal e sentem-se a cima de Deus.
Como descer a condição humana daqueles que vivem no anonimato e que honradamente e honestamente enfrentam
as péssimas conduções e condições de trabalho em troca de um salário vergonhoso?
Apertar as mãos e dialogar só em época de eleições escondendo o desinfetante no bolso.
Apertar as mãos e dialogar só em época de eleições escondendo o desinfetante no bolso.
Os senhores feudais, Faraós de barro, são os verdadeiros responsáveis
pelo quebra-quebra, pelos prejuízos financeiros, morais e emocionais que vêm dilacerando o patrimônio fruto dos nossos suados impostos.
Seria tão diferente, tão fácil se deixassem cair a fétida máscara da
pretensa vaidade e abrissem as portas públicas - patrimônio nosso- para uma
conversa aberta e produtiva a toda classe trabalhadora que ergue e põe de pé o nosso PAÍS. Estes, sim, merecem o troféu do nosso apoio, reconhecimento
e eterna gratidão.
ESTAMOS COM VOCÊS.Jailda Galvão Aires.

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