Estou
pensando na COPA DO MUNDO. Refleti muito ao recordar um episódio que vivenciei
em Cabo Frio, onde passamos com família um final de semana aproveitando a
beleza daquelas praias serenas e bonitas. Ao amanhecer, meu primo foi até a rua
e descobriu que o seu carro havia sido roubado. Entrou e, calmamente, pegou sua
vara de pescar e já ia se retirando quando sua esposa, inconformada, perguntou: -
Tivemos nosso veículo roubado e você despreocupadamente vai pescar? A resposta
veio seguramente zen: - Perdi o meu carro e vou perder também minha pescaria?
Mais tarde o carro foi encontrado por falta de combustível. (Ele sabia).
Analisei
esta lição de vida e pensei: Milhões foram roubados sob o nosso nariz, a vida
inteira, culminando com a Copa do mundo - não por falta de combustível, mas,
por excesso de desvios de verbas e dos nossos suados e altos impostos do mundo!
Jamais este dinheiro voltará as nossas
mãos. Perdi a esperança, perdi a fé, perdi a crença nos nossos políticos,
empresas, licitações, profissionais e demais participantes.
Sei que parte da verba virá dos cofres da
Confederação Brasileira de Futebol (CBF), mas os gastos com infraestrutura das
cidades onde a copa acontecerá virá do estado, do dinheiro público que vem dos
nossos impostos.
Não sou alienada, sei que existem, em nosso
país, inúmeros problemas de infraestrutura, educação, saúde, cultura, esporte,
transporte, segurança pública, entre muitos outros, que serão mostrados ao
mundo.
O visionário Casusa já cantava:
“Brasil mostra a tua cara.
Quero ver quem paga pra gente ficar assim.
Brasil qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?”
Vivemos num país que se diz democrático,
mas que pune cruelmente, nas ruas, as reivindicações de seu povo.
Continua Casusa em versos tão atuais.
“Não me convidaram
Pra essa festa pobre (diria: rica)
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer.”
Pra essa festa pobre (diria: rica)
Que os homens armaram pra me convencer
A pagar sem ver
Toda essa droga
Que já vem malhada antes de eu nascer.”
Realmente
o povo não foi convidado a escolher. Doze são as cidades-sede.
Em
2009 foi estimado pela CBF que o gasto seria de R$ 2,5 bilhões nos estádios.
Hoje, só com os estádios já ultrapassa a casa dos R$ 8 bilhões.
Segundo
o balanço feito em 09/2013, os
investimentos públicos e privados já alcançavam R$ 25,6 bilhões dos quais:
R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana
R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios
R$ 6,3 bilhões em aeroportos
R$ 1,9 bilhão em segurança
R$ 600 milhões em portos
R$ 400 milhões em telecomunicações
R$ 200 milhões em infraestrutura turística
R$ 200 milhões em instalações complementares
R$ 8 bilhões em obras de mobilidade urbana
R$ 8 bilhões em construção e reformas de estádios
R$ 6,3 bilhões em aeroportos
R$ 1,9 bilhão em segurança
R$ 600 milhões em portos
R$ 400 milhões em telecomunicações
R$ 200 milhões em infraestrutura turística
R$ 200 milhões em instalações complementares
Se o povo pudesse opinar escolheria
demandas mais urgentes - hospitais, escolas, transporte, moradia, e, apenas 6
estados sediando a COPA.
A nossa atual presidente Dilma, em um dos
seus últimos discurso de inauguração assegurou que os turistas ao retornarem
aos países de origem não levarão nenhum estádio. É patrimônio nosso. Pergunto: -
O que e eles fariam com tantos elefantes brancos que só serão usados em anos de
Copa? Museus?
Exemplificando, este mesmo valor daria para
a construção de 400 hospitais-escolas.
E o que farão com o lixo humano que se
espalha nas ruas e calçadas? Crianças sem teto, jovens drogados, mendigos e moribundos?
Esconderão sob os imensos gramados verdes? Quanta hipocrisia!
Então
fica aqui a minha resposta: Vou assistir e vibrar em todos os jogos. Levaram os
meus cifrões, mas não arrancarão de mim, o amor à pátria, à minha torcida, valores
patrióticos, o sol da liberdade, meu grito retumbante, as flores do meu verde
campo e nem a vida dos meus lindos bosques... Ninguém tirará de mim o lábaro estrelado nem a
esperança de igualdade justiça e paz no futuro.
Vamos lá Brasil, mostra a tua força! Balança as
redes como se balançasse as cores de tua sagrada e sangrada bandeira.
“Grande pátria desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)” Casusa.
Jailda Galvão Aires - junho/2014Em nenhum instante
Eu vou te trair
(Não vou te trair)” Casusa.

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