segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

MINHA MÃE E O TEMPO


Estou pensando nas palavras de minha mãe quando se referia à rapidez do tempo. –Filhos, estudem, não joguem fora as oportunidades e nem desperdicem o tempo. A vida é um simples estalar de dedos. A onomatopeia dava força e sentido à comparação - Snap! tlec! - Gostava deste som que eu tentava imitar às escondidas.
Muitas vezes achava exagero da minha mãe. Afinal de contas, quando a gente é criança, doze meses equivale a uma eternidade: Natal só daqui a um ano.
E vinha a ansiosa pergunta:
-Mãe, demora muito?
Esperar por outro São João seria vencer um século.
Aniversário, nem se fala!
E uma semana de castigo, um mês sem brincar com os amigos?
Que vontade que as horas voassem e que os anos passassem para poder pintar os lábios e poder namorar. Era mais que uma era.
Quando se é criança tudo passa l e n t a m e n t e ...
Gosto de comparar a vida com as bolhas de sabão. Têm colorido e beleza! Têm lampejos e movimentos! São círculos perfeitos para se olhar e viver. “Viver e não ter a vergonha de ser FELIZ!” 
          Postado no Face. Jailda Galvão Aires.

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