domingo, 3 de abril de 2016

MUDANÇA TOTAL I

Hoje, a história do Brasil, foi e será reescrita. O povo
desceu a rua e protesta veementemente, 
em tom pacífico como manda a democracia.
Não me juntei a massa por questão de saúde e escolha.
Desceria sim não por partidarismo mas por mudança. Desceria sim indiferente a qualquer partido que tivesse deixado o país como agora se encontra, totalmente desgovernado.
No auge dos meus quase setenta anos, passei por

vários Brasis: Passei por vários presidentes 
e um golpe de estado na minha tenra idade.
Vi de perto os calabouços e jornais incendiados.
Vi Grêmios estudantis, diretórios acadêmicos e bocas amordaçadas com as tarjas pretas da intolerância.
Vi artistas e vozes deportadas.
Vi e ouvi panelaços como agora.
Vi o nascer do sol de uma nova regressando com 

“urnas” anunciando mudanças: Eu, e todo brasileiro,
munido do título de eleitor poderia escolher o seu 
presidente através do voto.
Vi, em seguida um impeachment escurecer o sol da

nossa esperança com as nuvens pesadas da descrença.
Vi o Brasil sair da deriva e o Vice ser empossado como o novo presidente.
Vi escândalos proliferarem em todos os setores e de

 todas as formas: roubo, pedalas fiscais, mensalões, propinas e falcatruas, lavagens de dinheiro e evasão 
de divisas.
Como apostar num “fiel” que tantas vezes tornou-se
infiel?
Incontáveis vezes vi o prato da balança favorecer os poderosos em detrimento dos fracos.

Por questões tais reafirmo que iria e irei a rua não por partidarismo porque, ressalvando poucos, são todos
farinha do mesmo saco, e há muitas décadas vem 
sugando o suor do nosso povo.
Iria por este caos total em que o Brasil se encontra 

fosse em qualquer governo ou em qualquer partido.
Quando me virem em alguma passeata tenham

certeza que a ela me alinho por honestidade, emprego, hospitais, escolas, moradias, dignidade humana e 
mudança total em todos os poderes.
No momento não visto nenhuma camisa porque 

estão todas rotas, poluídas e sangradas.
Este legado quero deixar para os meus (nossos) filhos 

e netos: Um país justo, rico, íntegro e forte.
Rio, 13 de março de 2016.
Jailda Galvão Aires.

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