domingo, 3 de abril de 2016

MUDANÇA TOTAL II


Alguém mais safo, dotado de uma genialidade ímpar 
cantou a bola: “TUDO CONTINUARÁ 
COMO DANTES NO CASTELO DE ABRANTES"
Decifrando o adágio francês eu diria: TUDO SERÁ 

COMO DANTES NO PLANALTO AVILTANTE
Para nossa desdita e incredulidade este Gênio acertou. Desta vez, acrescido de um atenuante mais grave ainda: 
 O Velho comandante retornou ao navio, com mais poder, pampas e circunstâncias. Diria que foi um verdadeiro 
golpe de mestre e genialidade se fosse voltado para o 
bem comum de toda a nação. A nossa inteligência foi zombada e aviltada.
Os estudantes na década de 90, com rostos pintados 
foram a rua no ardor da mais completa inocência. Não 
sei se foram usados como alguns cientistas políticos 
tentam qualificar ou se eles vestiram a camisa do 
patriotismo e e do heroísmo e protestaram 
verdadeiramente.
Ao dizer no meu último artigo de que não iria servir de massa de manobra juntando-me a multidão que 
protestava vestindo as cores nossa bandeira, fui 
censurada por alguns que não entenderam a minha posição. Previa o que realmente aconteceu.
Disse e repito: irei as ruas, sim, por mudança total, 
por um congresso novo, límpido e transparente.
Irei a rua pelo Juiz Sérgio Moro, pelo ministro Joaquim Babosa, Pelo ministro Carlos Aires Britto e por outrem de igual envergadura.

Apresentem-me um nome, e, sei que existe, íntegro, progressista e inteiramente patriota e eu vestirei a 
camisa, cerrarei fileiras e levantarei a nossa bandeira 
o mais alto possível para que os nossos filhos a vejam tremular límpida e honrada por todas as ruas e 
avenidas do nosso Brasil.
Estamos, e como lamentável é, servindo de chacota
 em todas as manchetes do país e do mundo.
Como uma avestruz enterro meu rosto ao chão não

 por medo mas por vergonha do exemplo que 
estamos deixando para as novas gerações.
Transcrevo aqui o poema do centenário" e tão atual
 poeta Castro Alves: 
...
"Existe um povo que a bandeira empresta
Pr'a cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é
Que impudente na gávea tripudia?!...
Silêncio!... Musa! chora, chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto...

esta,
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra,
E as promessas divinas da esperança...
Tu, que da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança,
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu na vaga,
Como um íris no pélago profundo!...
...Mas ?infâmia de mais... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo...
Andrada! arranca este pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta de teus mares! "

Bandeira nossa que não para de ser maculada e sangrada
Jailda Galvão Aires. 16/03/2016

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